Um toque de fada na literatura brasileira

Não é grande o espaço onde se entrelaça o mundo. Mas a vista dali é enorme. Maior que o oceano Atlântico que bate suas ondas logo adiante. É uma vista que alcança outros  tempos e abraça o hoje e o amanhã. Essa visão é a Literatura, no caso tecida com precisão de conto e possibilidades de poesia: contos de fada.

“Eles vêm de muito longe. Eles me surpreendem, Eles me comovem.”

Camadas de intepretação; um iceberg gigante se considerarmos o que tem por debaixo. Nesse espaço de uma cobertura em Ipanema está a tecelã dos poderosos contos de fada que são, cada um, nó da história e do tempo. Uma tecelã que ama vestir-se de verde, que desde sempre entendeu-se forte e enorme como uma mulher, que fez linhas de traço e texto para tecer vida em livros e, apesar de todo reconhecimento que já carrega, esse ano está sendo mais amplamente agradecida com a indicação para o mais importante prêmio da literatura indicada para jovens e crianças, o Hans Christian Andersen. Marina Colasanti gravou esta entrevista no escritório de sua casa, em Ipanema, Rio de Janeiro. Falou livremente de como é arrebatada pelas histórias que escreve, seu encantamento pelo gênero, e até de como a psicologia a ajudou a abrir esse portal para tantos mundos.