“O Burrinho Pedrês” e “Estas Estórias” ganham edições individuais

Como a primeira história de “Sagarana” que é um clássico da literatura brasileira, “O Burrinho Pedrês“, escritos por Guimarães Rosa apresenta acontecimentos sob a perspectiva de um grupo de vaqueiros responsável por tocar uma extensa boiada que cruza o sertão até chegar ao arraial. O que esses homens jamais esperavam era depender da ajuda do “Sete-de-Ouros”, um burro já idoso e visto como inutilizável. Ou seja, os acontecimentos ao longo do trajeto, então, fazem com que o animal demonstre um papel importante e transformador.

Num enredo que expressa sabedoria, empatia e pensamento de trabalho coletivo, o conto de “O Burrinho Pedrês” é uma ótima leitura para o público infanto-juvenil. Além disso, transporta o leitor para o universo sertanejo e nos faz compreender um pouco dessa atmosfera preciosa, concebida por Guimarães Rosa.

Já “Estas Estórias” é uma edição inédita em diferentes aspectos. Tanto por vir com o texto de apoio escrito por Walnice Nogueira Galvão – crítica literária e especialista nos livros escritos por Guimarães Rosa, quanto por ser composto a partir de manuscritos encontrados entre os pertences do autor após seu falecimento.

Ao total, são oito contos reunidos neste livro, com longas narrativas. A obra conta ainda com a surpresa de uma “entrevista-retrato” intitulada como “Com o vaqueiro Mariano”. Além disso, o exemplar mantém a excelência explanação que marca a escrita rosiana e a linguagem marcadamente popular, motivos que justificam essa publicação em fevereiro.

Como citado, ao final da leitura, há o texto “O impossível retorno”, escrito por Walnice Nogueira Galvão, especialista na obra de Guimarães Rosa e crítica literária. Tal artigo acrescenta valorização a essa edição.

Sobre o autor:

João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais. Publicou, em 1946, o seu primeiro livro, Sagarana, que foi recebido pela crítica com entusiasmo por sua capacidade narrativa e sua linguagem inventiva. Formado em Medicina, Rosa chegou a exercer o ofício em Minas Gerais e, posteriormente, seguiu carreira diplomática.

Além de Sagarana, constituiu uma obra notável com outros livros de primeira grandeza, como Primeiras Estórias, Manuelzão e Miguilim, Tutameia – Terceiras Estórias, Estas Estórias e Grande Sertão: Veredas. Este último romance levou o autor a ser reconhecido no exterior.

Em 1961, Rosa recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto de sua obra literária. Faleceu em 19 de novembro de 1967, no Rio de Janeiro.

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